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O guerreiro invisível e outros contos do tempo von Grillo, Nicia (eBook)

  • Verlag: Jaguatirica
eBook (ePUB)
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O guerreiro invisível e outros contos do tempo

O guerreiro invisível e outros contos do tempo é uma bela coletânea que reúne contos escolhidos dentro do repertório arquimilenar da Arte da Palavra.O trabalho primoroso da coleção de histórias é fruto de longa maturação na escuta sutil do universo das narrativas de tradição oral.O livro é portanto um achado poético, um presente preciso que abre nossos olhos para a percepção dos invisíveis guerreiros que habitam nossa terra interior.

Produktinformationen

    Format: ePUB
    Kopierschutz: AdobeDRM
    Seitenzahl: 306
    Sprache: Portugiesisch (Brasilien)
    ISBN: 9788566605365
    Verlag: Jaguatirica
    Größe: 1647kBytes
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O guerreiro invisível e outros contos do tempo

A lenda de Tam

Era uma vez, há muito, muito tempo atrás, uma menina chamada Tam. Ela vivia com seu pai, que era viúvo. Até que o pai se casou novamente, desta vez com uma mulher muito má. Tam descobriu isso já no dia seguinte ao casamento. Naturalmente, houve um grande banquete para celebrar, mas a pequena Tam foi trancada num quartinho sozinha. Ela podia ouvir a música e o alegre som dos festejos, mas passou fome e ainda estava faminta quando foi para a cama.

Então a madrasta teve uma filha, que foi chamada de Cam. Ela adorava tanto Cam quanto odiava Tam. O pai era frequentemente cumulado de mentiras sobre Tam, pois a madrasta atribuía a ela todos os defeitos e declarava que não queria ter absolutamente nada a ver com uma criatura tão desprezível.

Tam tinha de viver e trabalhar num canto da cozinha. Ela não tinha nada, a não ser uma colcha esfarrapada como coberta para dormir à noite. Durante o dia era obrigada a cozinhar, lavar e esfregar os assoalhos, e a cumprir tarefas tão duras que até mesmo os criados se recusavam a fazê-las. Suas mãos ficavam vermelhas e cheias de bolhas, mas ela jamais reclamou.

Mais do que qualquer outra coisa, a sua natureza doce irritava a madrasta, que, sempre que podia, mandava Tam às florestas, na esperança de que ela fosse morta por animais selvagens. A megera ordenava à criança que tirasse água dos poços profundos, na esperança de que ela caísse e se afogasse. A pobre menina trabalhava sem parar. Seus cabelos estavam sempre desalinhados e não lhe era permitido qualquer objeto de toalete para lavar-se. Por debaixo desse desalinho estava ainda a pequena Tam, mas tudo o que se via era um garotinha suja e feia.

Certa vez, Tam encontrou uma oportunidade de lavar seu rosto. Sua madrasta a viu e ficou espantada. Havia beleza sob o desalinho. Mais do que nunca a madrasta se irritou, porque viu que Tam era realmente mais bonita do que Cam.

Um dia, a madrasta pediu a Tam e Cam que fossem ao lago da vila para pescar. Para Tam ela disse:

- Pesque muitos peixes. Se você voltar com poucos será castigada e mandada sem jantar para a cama!

Ao final do dia Tam tinha uma cesta cheia de peixes enquanto Cam não tinha nenhum. Ela havia passado o tempo apanhando flores e tomando sol na relva fofa. Porém Cam não queria voltar para casa sem nenhum peixe, então disse a Tam:

- Irmã, seu cabelo está tão cheio de lama! Entre na água limpa e lave-o, senão a mamãe ficará furiosa.

Tam entrou na água e tomou um bom banho. Enquanto ela estava ocupada, Cam trocou as cestas de peixe e correu para casa. Quando Tam saiu da água e viu o que tinha acontecido, desatou a chorar, pois bem sabia do que sua madrasta era capaz. Então, ela ouviu uma doce voz que lhe perguntava:

- Qual é o problema, querida criança?

Tam viu uma dama sorrindo sob um manto azul. Era a Deusa da Misericórdia.

- Minha nobre dama - disse Tam. - O que devo fazer? Não tenho mais peixe algum. Olhe, minha irmã Cam levou todos os que eu havia pescado!

Mas um peixinho havia ficado. Ele ainda estava na cesta.

A Deusa da Misericórdia disse a Tam que levasse o peixinho para casa e o colocasse no poço do jardim, e então o alimentasse três vezes ao dia com fragmentos de suas próprias refeições.

Tam fez exatamente como lhe foi dito e todos os dias, quando ia ao poço, o peixe vinha à superfície para saudá-la. Mas, se alguma vez aparecesse outra pessoa, o peixe permanecia nas profundezas e nunca se mostrava.

Como sempre, a madrasta viu e notou que o peixe aparecia para Tam e para mais ninguém. Ela estava intrigada e irritada, de modo que mandou Tam executar uma tarefa num lugar distante.

Aproveitando-se de sua ausência, a madrasta colocou uns vestidos esfarrapados de Tam e foi ao poço. Ali ela apanhou o peixe e o levou à cozinha, onde o cozinhou e comeu.

Quando Tam voltou de sua tarefa, foi ao poço e o chamou seguidamente, ma

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